Me vejo, me complico
Te vejo, logo existo
Não resisto...
Queria ter dito
Que saudade...
Consome, que invade
Me faz ser covarde
Um cão que apenas late
Fotografias, noites frias
Conversas, carícias
Sorrisos...
O peito é o travesseiro onde palpita o seu maior amigo
É o mal do mau
Destrói mais que vendaval
Mais vulnerável que roupa no varal
Hora vem a passar...
O tempo passou!
Você passou, se levou...
Resto de amor sobrou
Me afundo na sobra
Sobre cadeiras de rodas
Frustração que ninguém alcançou
Sou mais um paraplégico do amor!