quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Consequências do amor

Me vejo, me complico 
Te vejo, logo existo 
Não resisto...
Queria ter dito

Que saudade... 
Consome, que invade 
Me faz ser covarde 
Um cão que apenas late 

Fotografias, noites frias 
Conversas, carícias 
Sorrisos...
O peito é o travesseiro onde palpita o seu maior amigo

É o mal do mau 
Destrói mais que vendaval 
Mais vulnerável que roupa no varal 

Hora vem a passar...
O tempo passou! 
Você passou, se levou... 
Resto de amor sobrou 

Me afundo na sobra 
Sobre cadeiras de rodas
Frustração que ninguém alcançou 
Sou mais um paraplégico do amor!