domingo, 17 de maio de 2015

Éramos dois.

Incrível como começou. Incrível como terminou. Amigos, aniversário, grupinhos, bebidas, e quando vimos já estávamos juntos. Era coisa que pensávamos falando um para o outro "você é meu lado masculino. Você é meu lado feminino". Pronto, logo fomos banhados de sorrisos e apoios. Era completamente incrível a forma como nos conectávamos. Eu, nunca busquei a entender. Preferia sentir e viver. Chegava ser engraçado porque era "o louco" com uma "sanidade que apoiava minhas loucuras". Foi aí que cresceu tudo aquilo que queria viver. Sabe se identificar no olhar? Era uma verdadeira loucura. Parecia sonho... e se fosse, eu nunca queria acordar. Eu, maluco, foda-se mundo, cheio de projetos, planos e bilionario dos sonhos. Ela, inteligente, sã, de sorriso maravilhoso, carregada de sonhos, recheada de planos e projetos. Se existia conexão? Quando éramos só amigos, já estávamos conectados. O tempo só nos preparou. 

Vivemos risos. Vivemos lágrimas de felicidade. Vivemos amizades verdadeiras. Vivemos os melhores sentimentos. Mas tínhamos uma coisa que sempre nos rodeava e me deixava muito preocupado. Sentimento de medo, de perda. Soubemos agredir aquele mal que estava por perto. Quando não podíamos parar... ele te dominou. O meu céu que era nosso céu já não estava mais perto. Me sentia culpado e inútil. O que era mais engraçado, era as pessoas quando receberam a notícia. Foi tipo um tsunami no Japão. Ninguém esperava e saiu devastando toda área que tínhamos pingos de amizade. 

Começam os dias mais difíceis. Não que tenha melhorado, pois, ainda enfrento dias de dureza. Um para o lado cá e outra para o lado de lá. Ela tinha um pensamento de nunca perder amizade. Eu precisava de tempo para aceitar. Pois, freqüentar ambientes iguais, sair com amigos em comum, responder as mesmas perguntas de sempre, isso nunca foi legal. É difícil... mas, muito difícil! O que eu mais temia não acontecer era nos tratar como desconhecidos. Isso aconteceu! Era um "olá" e um simples abraço. Isso me destruía ao poucos... 
Plantei na minha mente que queria esquecê-la de qualquer jeito. Joguei as sementes e usei cachaças como o maior regador. Poderia até funcionar ou me deixar pior. Mas, eu não estava nem aí, queria apenas esquecê-la. Me privei! Evitei sair de casa. Estava mal, muito mal. Poucos viam e sabiam o que era. Foram noites perdidas em casa bebendo cachaça e pensando nela. Tinha noites que era terrível. Sonhava com ela, acordava na madrugada e ia beber ate ficar bêbado, e com isso tentava dormir sem pensar nela. 
Passaram-se meses. Lá estava eu, em buscas de outras mulheres. Quando conseguia me relacionar com alguma pessoa, um gesto, um movimento, um jeito de olhar... ali estava ela! Parecia que eu estava maluco. Ela revivia em outras garotas e eu sem entender nada, me achava o maior psicopata que já existiu. Comecei procurar garotas que nelas eu pudesse encontrar um pouco dela e assim me sentir mais confortável. Mas, vi que eu estava sendo o maior filho da puta do mundo. Não aguentei e parei com essa loucura. Eu sempre fui extremamente apaixonado por ela. 

Quando estou a levantar do pior que aconteceu, começamos a ficar mais próximos. Conversarmos bastante, trocávamos olhares, criávamos idéias, dávamos risadas... ela sempre rindo das piores coisas que eu falava. Isso ela nunca mudou. 
Comecei a me sentir melhor só pelo fato de está bem mais próximo. Mas, algumas coisas ainda martelavam a minha cabeça e creio que a dela também. Temos muitas coisas em comum, inclusive o Orgulho. Acho que ele é que está nos impedindo de ver as resposta para tanta coisa que perguntamos. E em algum dia eu quero ter a coragem de perguntar e entregar esse texto para ela. Sei lá o que ela vai pensar ou dizer, mas vou me senti melhor com alguma explicação nossa. 

Enfim...
Hoje, justamente hoje, no primeiro final de semana do aniversário do nosso amigo. Que foi quando tudo aconteceu. Eu te encontrei em vários goles de bebida, em mais uma noite perdida, e em mais alguns textos loucos que escrevo. Foi mais um grande encontro com você bem distante. 
Estou com saudades! 

"Meu bem, há um tempo atrás. Senti a sua falta, demais... E um vazio se faz em meu peito. E, de fato, eu sinto em meu peito um vazio. Meu bem..." 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

IMundo

Nos trago, prazer vida. 
Dor.
Ferida.
O amor cicatriza.
Se enraíza. 
Brota frutos.
No mundo, todos mudo. 
O amor? Mútuo.
Profundo.
Nos ame! 
Se ame! 
O amor dá vexame.
Não é desculpa para que você re-ame.
Passe adiante. 
Não se adiante. 
Vá até onde o braço alcance. 
Olhem-se nos outros. 
Os outros são você onde você se ver.
Somos leais. 
Saibam se usar. 
Seres iguais. 
Não rivais. 
Reino do ego. 
Olho vai até nariz. 
Não ultrapassa com medo de ser infeliz.
Cada humano é um neurônio do planeta terra.
Se pensarmos juntos. 
Seremos Amor nesse paraíso chamado Mundo. 








segunda-feira, 23 de março de 2015

Quarta 5:14

Sobre sonhos acordados em conversas sozinhos. No meu quarto de paredes brancas que escutam o que eu digo. Único barulho no momento é o meu coração batendo, ventilador em seu trabalho exaustivo e minha respiração. Insônia é minha companheira fiel. Meu céu é branco e a única luz que enxergo no momento é a lâmpada. Viro e me reviro nessa cama. Agoniado, estressado... deve ser a esperança que me chama. De frente para parede converso sobre dor. Porta do quarto aberta igual o coração na espera de um amor. Luz apagada. Agora sou eu e a imensidão do meu quarto na escuridão. Manhã de quarta. Travesseiro amortece pensamentos conturbados. São várias loucuras mirabolantes. Olheiras são respostas de como foi minha noite. Acho que está amanhecendo... ouço pássaros cantarem liberdade. Eu queria cantar também. Me viro para direita e olho meu cachorro em sono profundo todo desligado do mundo. Inveja. Queria ser igual a ele... desligado do mundo, mudo e cheio de amor. Parece que está clareando. Luzes já estão entrando no meu quarto e na escuridão eu não estou mais. E aí, insônia? Você me ama cada vez mais, né? Me fode a madrugada inteira para no final dela assistir um início de dia maravilhoso. Não quero me divorciar de você. A cama está toda bagunçada. Retrata bem com eu vivo. Carregado de incertezas cheio de cicatrizes. Entre o imenso do céu e o imenso do inferno estou eu... um erro. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Bom dia

Acordar é entender que, hoje você possui mais um tentativa de vida e aprendizado. Acordar é viver novamente. Se hoje você acordou, viva ele como se o amanhã fosse o último dia de suspiro da vida. Esqueça o horário. Apenas viva, sorria! Desejar aquele 'bom dia' para seu parente, para seu vizinho, um desconhecido... que mesmo com a cara fechada, aquele 'bom dia' poder ser um bom dia para ele. O que hoje você poderá fazer, faça! Deixar o que se pode ser feito hoje para o amanhã, é dormir com um peso na mente querendo ter duas tentativas...caso acorde. Se viver é muito complicado, não complique mais. Esqueça o lema de que se é errado, eu vou fazer também. Se tá complicado, eu vou ser complicado. Se foi por mal, eu vou fazer por mal também. Humanidade carrega isso no peito... Aprendam com as crianças. Elas são o maior exemplo de sinceridade e bondade. Encha seu sorriso de pureza. Lembre-se que, um sorriso pode salvar, mas também pode afundar outra pessoa. Nosso rosto é uma mascara. Ela pode tá sorrindo, mas por dentro está carreando maldade. Carregue por fora e por dentro o bem. Felizes são aqueles que fazem do seu bem o bem para outras pessoas. Enfim... viva sem pressa, sorria, tente outra vez, acredite em você, confie principalmente em você, faça um mergulho dentro de si, se conheça! E não viva só por você ou pra você. A vida não é só uma, são várias! 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Um passo...

E a tristeza que você alimentou dentro do jogo de um sonhador. Tá submerso no poço se afogando com água acima do pescoço. Sorriso no rosto da ironia que na palavra te devasta, e sua carcaça que te sustenta não aguenta, desaba. Da mesma mão que te guarda, te esculacha. A insônia vem vestida de princesa te acariciando e derrubando você no penhasco de incertezas. Na revolta do momento, na cegueira do pensamento trancado e esquartejando seu sonhos sem nenhum sentimento. A minha vida quero viver sem ter a quê e a quem implorar uma ajuda. Saber virar o placar e continuar a jogar. Sem nunca a te machucar e nem os outros. A minha felicidade não esboçou esforço. Sentimento morto. Tratamento familiar para aflorar o que morto estar. Confuso. Busca de um rumo nesse meu mundo obscuro. As portas fecharam e hoje são muros. A responsa te chama pra dança e nessa dança você dança sem acertar um passo. Confiança com ela é casada provada em aliança. Consciência pesa. O que pra ela interessa é te ver no chão. Sufocado sem saída no armlock da vida. Não é prosa. É real! Julgue o quanto quiser, mas no final, nos encontraremos deitado na horizontal. Trampo forte e suado. Se não me considera um profissional não precisa tá do meu lado. Falo de amor em cada momento clicado. Toda confiança que foi passada no passado, hoje virou fraqueza no meu corpo dominado. Te arrebento. Proponho mudança. Meu sonho vive! Vivo por ele. Seus más dizeres serão transformado em meus prazeres. Buscando força onde jamais aqui se esteve...na lama do medo. Mergulho dentro de si e vejo que dependo só mim para sair daqui. Sou bom... sou bom... acredite! Me esgoto em tentativas, mas jamais irei desistir por causa de algumas palavras ditas. É a vida! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Nós, amor.


Tão louca 
De voz rouca ao acordar
Um bom dia frio 
Beijos e carícias até levantar 

É rosto a rosto 
Mãos passeando pelo corpo 
Em um, nós

O aroma climatiza o momento 
Incenso em cima da estante 
A luz do sol flagra nosso romance
Seus lábios em sabores excitantes 

Nosso quarto, nosso segredos 
Nos perdemos sem medo 
Tudo que tem um fim 
Se torna um novo começo 

Pele arrepia...
Sussurros são sinfonia 
Em cada canto da casa 
Sem fôlego... até a voz embarga 

O suor percorre nosso corpo 
Entranhado nos lençóis 
Sobre suspiros de prazeres 
Nosso corpo aqui nunca esteve

Nos mergulhamos de cabeça 
E esquecemos da vida
Do mundo...
Do dia...

Nossos gemidos são palavras em forma de poesias que até Caetano Veloso usaria em suas melodias

E por fim...
Resultam em olhares exterminados 
O silêncio é que se cria!
Nos gritos de felicidade em sorrisos
Nossa paz, nossa sintonia 

Eu, você, e nós.