segunda-feira, 23 de março de 2015
Quarta 5:14
Sobre sonhos acordados em conversas sozinhos. No meu quarto de paredes brancas que escutam o que eu digo. Único barulho no momento é o meu coração batendo, ventilador em seu trabalho exaustivo e minha respiração. Insônia é minha companheira fiel. Meu céu é branco e a única luz que enxergo no momento é a lâmpada. Viro e me reviro nessa cama. Agoniado, estressado... deve ser a esperança que me chama. De frente para parede converso sobre dor. Porta do quarto aberta igual o coração na espera de um amor. Luz apagada. Agora sou eu e a imensidão do meu quarto na escuridão. Manhã de quarta. Travesseiro amortece pensamentos conturbados. São várias loucuras mirabolantes. Olheiras são respostas de como foi minha noite. Acho que está amanhecendo... ouço pássaros cantarem liberdade. Eu queria cantar também. Me viro para direita e olho meu cachorro em sono profundo todo desligado do mundo. Inveja. Queria ser igual a ele... desligado do mundo, mudo e cheio de amor. Parece que está clareando. Luzes já estão entrando no meu quarto e na escuridão eu não estou mais. E aí, insônia? Você me ama cada vez mais, né? Me fode a madrugada inteira para no final dela assistir um início de dia maravilhoso. Não quero me divorciar de você. A cama está toda bagunçada. Retrata bem com eu vivo. Carregado de incertezas cheio de cicatrizes. Entre o imenso do céu e o imenso do inferno estou eu... um erro.
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