Incrível como começou. Incrível como terminou. Amigos, aniversário, grupinhos, bebidas, e quando vimos já estávamos juntos. Era coisa que pensávamos falando um para o outro "você é meu lado masculino. Você é meu lado feminino". Pronto, logo fomos banhados de sorrisos e apoios. Era completamente incrível a forma como nos conectávamos. Eu, nunca busquei a entender. Preferia sentir e viver. Chegava ser engraçado porque era "o louco" com uma "sanidade que apoiava minhas loucuras". Foi aí que cresceu tudo aquilo que queria viver. Sabe se identificar no olhar? Era uma verdadeira loucura. Parecia sonho... e se fosse, eu nunca queria acordar. Eu, maluco, foda-se mundo, cheio de projetos, planos e bilionario dos sonhos. Ela, inteligente, sã, de sorriso maravilhoso, carregada de sonhos, recheada de planos e projetos. Se existia conexão? Quando éramos só amigos, já estávamos conectados. O tempo só nos preparou.
Vivemos risos. Vivemos lágrimas de felicidade. Vivemos amizades verdadeiras. Vivemos os melhores sentimentos. Mas tínhamos uma coisa que sempre nos rodeava e me deixava muito preocupado. Sentimento de medo, de perda. Soubemos agredir aquele mal que estava por perto. Quando não podíamos parar... ele te dominou. O meu céu que era nosso céu já não estava mais perto. Me sentia culpado e inútil. O que era mais engraçado, era as pessoas quando receberam a notícia. Foi tipo um tsunami no Japão. Ninguém esperava e saiu devastando toda área que tínhamos pingos de amizade.
Começam os dias mais difíceis. Não que tenha melhorado, pois, ainda enfrento dias de dureza. Um para o lado cá e outra para o lado de lá. Ela tinha um pensamento de nunca perder amizade. Eu precisava de tempo para aceitar. Pois, freqüentar ambientes iguais, sair com amigos em comum, responder as mesmas perguntas de sempre, isso nunca foi legal. É difícil... mas, muito difícil! O que eu mais temia não acontecer era nos tratar como desconhecidos. Isso aconteceu! Era um "olá" e um simples abraço. Isso me destruía ao poucos...
Plantei na minha mente que queria esquecê-la de qualquer jeito. Joguei as sementes e usei cachaças como o maior regador. Poderia até funcionar ou me deixar pior. Mas, eu não estava nem aí, queria apenas esquecê-la. Me privei! Evitei sair de casa. Estava mal, muito mal. Poucos viam e sabiam o que era. Foram noites perdidas em casa bebendo cachaça e pensando nela. Tinha noites que era terrível. Sonhava com ela, acordava na madrugada e ia beber ate ficar bêbado, e com isso tentava dormir sem pensar nela.
Passaram-se meses. Lá estava eu, em buscas de outras mulheres. Quando conseguia me relacionar com alguma pessoa, um gesto, um movimento, um jeito de olhar... ali estava ela! Parecia que eu estava maluco. Ela revivia em outras garotas e eu sem entender nada, me achava o maior psicopata que já existiu. Comecei procurar garotas que nelas eu pudesse encontrar um pouco dela e assim me sentir mais confortável. Mas, vi que eu estava sendo o maior filho da puta do mundo. Não aguentei e parei com essa loucura. Eu sempre fui extremamente apaixonado por ela.
Quando estou a levantar do pior que aconteceu, começamos a ficar mais próximos. Conversarmos bastante, trocávamos olhares, criávamos idéias, dávamos risadas... ela sempre rindo das piores coisas que eu falava. Isso ela nunca mudou.
Comecei a me sentir melhor só pelo fato de está bem mais próximo. Mas, algumas coisas ainda martelavam a minha cabeça e creio que a dela também. Temos muitas coisas em comum, inclusive o Orgulho. Acho que ele é que está nos impedindo de ver as resposta para tanta coisa que perguntamos. E em algum dia eu quero ter a coragem de perguntar e entregar esse texto para ela. Sei lá o que ela vai pensar ou dizer, mas vou me senti melhor com alguma explicação nossa.
Enfim...
Hoje, justamente hoje, no primeiro final de semana do aniversário do nosso amigo. Que foi quando tudo aconteceu. Eu te encontrei em vários goles de bebida, em mais uma noite perdida, e em mais alguns textos loucos que escrevo. Foi mais um grande encontro com você bem distante.
Estou com saudades!
"Meu bem, há um tempo atrás. Senti a sua falta, demais... E um vazio se faz em meu peito. E, de fato, eu sinto em meu peito um vazio. Meu bem..."
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